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"Com a arte dos bebês quase reais, boneca virou coisa de gente grande."

Brincar de boneca sempre foi uma tradição entre as meninas de todas as gerações. Qualquer mulher se lembra de uma amiguinha de brinquedo que marcou sua infância ou daquela que todo mundo sonhava ter. Mas, a atração por bebês de mentirinha vai muito além da infância. Hoje em dia, com a arte de tornar bonecas cada vez mais similares a crianças de verdade, muitos adultos realizam um sonho que tinham desde pequenos e se tornam verdadeiros colecionadores.
Desde pequena, a arquiteta e capitã da polícia militar Silvia Brandão é apaixonada por bonecas, mas nunca se contentou com o fato de seus brinquedos não serem realmente parecidos com as pessoas. Sempre interessada pelas artes, a também ex-professora da balé clássico buscava constantemente a personalização de suas coisas: 'Com 8 anos, eu fazia esculturas em giz de cera e adorava desenhar'. Certo dia, já adulta, Silvia descobriu uma forma de personificar suas bonecas.
Em 1994, quando morava na Austrália, a artista viu um catálogo com fotos de bebês, 'Quando vi achei bonito, eram apenas bebezinhos', relata. Mas ela descobriu que, na realidade, as fotos eram de bonecas. Intrigada com a perfeição dos detalhes, ela resolveu pesquisar o assunto e viu que o nome dado para aquela arte era reborn e que esse método surgiu na Segunda Guerra Mundial: 'Como as mães inglesas não tinham dinheiro para comprar brinquedos para as filhas, elas desmontavam as bonecas antigas e reformavam-nas'. A partir daí, a arquiteta passou a se dedicar ao aprendizado da técnica e começou a produzir bebês quase reais.

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